quarta-feira, outubro 31, 2007

Cada batida
é
cada instante



Cada batida
é cada instante;

cada instante
é intervalo

entre

uma batida
e outra

espaço mesmo
curto

e s p a ç o.

um momento não se repete
nem refeito
nem programado

sensação, dos pés à cabeça
da ficha que cai
do sentimento esclarecido

inexplicáve lapso

inesperada verdade do momento real.

quarta-feira, outubro 10, 2007

O Simples Novo

Encontros e desencontros
Idéias que não são idéias
O novo que é o velho não envelhecido.

Picasso disse “não busco, encontro”.[1]
Aconteceu com Pestana, personagem de “Uns Braços”, Machado de Assis
“se acaso uma idéia aparecia, definida e bela era eco apenas de alguma peça alheia, que a memória repetia, e que ele supunha inventar.”
João Cabral, em “Psicologia da Composição”,
cristalizou palavras que desabrocham,
falou do severo vazio do que resta.
O Tropicalismo defendeu a arte que não é só talento[2]
é também coragem,
Ah e Hélio Oiticica descreveu o artista não mais como criador para contemplação, mas como um motivador para criação.

Afinal, o que é novo?
Existe o novo?
“news that stays news”, de Pound[3]
é o novo.

O novo que não envelhece,
O novo que é sempre atual,
Um clássico.
Um toque sutil de poetas líricos,
musas dotadas do “eterno e irreprimível frescor”.

[1] Antonio Cícero, Folha de São Paulo, Ilustrada25/08/2007.
[2] Tropicália Uma Revolução na Cultura Brasileira, Carlos Basualdo (org).
[3] Antonio Cícero, Folha de São Paulo, Ilustrada25/08/2007.

Eu fiz um poema

Eu fiz um poema
um poema me fez,
palavras concretas
que se expressam.

Alguém que fala
ao invés de se calar.

Expira o inspirar...

100 visões contraditórias

Se é
É se
Cem mil – sem zero
Pouco é muito
Muito é pouco
Vazio cheio e sólido light
Querer e não ter é perder o poder
Para quem tudo tem o nada vem
Aquele que sempre é nunca é.

A ilusão do passado, do futuro e o presente eterno
Um fino instante, algumas largas horas
A intensão, a pasmação
O ritmo em movimento, em descompasso
Sem discernimento
Num viajar, a realidade.
Um susto de pernas trêmulas e pés no chão.

Mudar uma certeza
Pensar e se encaixar
No desencaixe que dá certo;
É isto, meu querido, que tem medo do destemido
Um dia encontraremos
O extremo equilíbrio?

Agora eu vou para depois ficar.

quarta-feira, setembro 19, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Não foi apenas o mundo que mudou, mas a forma de ele mudar muda.


“Aim at uncover the source of the mind by humbly seeking what it is and inquiring”.
(citado por Pantajali, em sua obra “Yoga Sutras of Pantajali”)

Já expostas pelo sábio Pantajali, há 2.000 anos, essas palavras falam sobre nossos esforços em revelar origens da mente, nossas investigações sobre o que ela é e o que realmente procura.

Essa questão complexa é e provavelmente continuará sendo muito atual. Enquanto isso, nós continuamos tentando expressar de diversas formas tais buscas, dúvidas, ou apenas refletindo o que acontece no mundo e em nós mesmos.Vivemos numa época em que as inquietações pessoais estão à flor da pele; nada estranho, pensando-se em pessoas que vivem num mundo de múltiplas escolhas, ou melhor, num bombardeamento de informações e possibilidades. Tudo mudou e muda com tanta velocidade que perdemos a noção do que acontecerá em um futuro bem próximo. Temos menos certezas ainda. Qual será a diversão na adolescência de nossos filhos, drogas por download, shows virtuais? Quem sabe tudo isso fique ultrapassado; e eles estarão cansados de não entrar em contato físico com a realidade. Irão voltar a curtir festas estilo anos 50, mas sem diexar de lado seus super “I-Mac-pod-cel-estereo-dj”, será...?

Enfim, sabemos que existem diversas maneiras artísticas de lidar com os conflitos mundiais ou com aqueles que pertencem à intimidade individual: grafites, fotos, vídeos, ou mesmo blogs, que são formas autênticas da época atual. E, em muitos casos, refletem a arte de vanguarda para uma geração.Aí estão blogs de mulheres que vivem hoje, nos quais questões são levantadas, inquietações expostas. Não sei se é coincidência, mas acho que não é tpm. Talvez, se estas autoras tivessem nascido no final da década de 60 fossem hippies. É bem capaz que, sendo brasileiras, participassem de algum movimento precursor da arte multicultural e interativa, como o Tropicalismo. Se tivessem nascido naqueles tempos, estariam pelas ruas, cantando “sem lenço, nem documento” ao invés de estarem navegando por aí na internet.
Nascidas na geração “digital”, possuem vidas virtuais que podem se tornar presenciais e expostas ao mundo sem pudor.
Por fim, manifestações acontecem. Espero que durem até nossos filhos para que eles vejam o que passamos...
www.badtrip.com.br – Bruna Beber
www.adioslounge.blogspot.com – Clarah Averbuck
www.parecefilmecamila.blogspot.com/ - Camila Fremder
www.twoway-monologue.blogspot.com/ - Thais Leon e Fernanda Vendramini
www.metropolisthoughts.blogspot.com – Fernanda Carvalho

terça-feira, agosto 28, 2007

O velho diálogo de Adão e Eva

Marcel Yunes http://www.flickr.com/photos/8243957@N07/



Capítulo: O velho diálogo de Adão e Eva - Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

Brás Cubas .........................?

Virgília................................

Brás Cubas..........................

..........................................

Virgília..............................!

Brás Cubas.........................

Virgília..............................

....................?...................

.........................................

Brás Cubas.....................

......................!...............

...............................!......

.............................................!

Virgília..........................?

Brás Cubas.......................!

Virgília............................!



O narrador assim diz sem dizer, criando sugestão de erotismo.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Um momento breve e um breve momento.

Foi apenas um momento. Um breve momento.
Mesmo que breve, é momento;
mesmo que momento é breve.

São tão breves os momentos;
momentos, tão breves
que são uma picada de agulha,
o finíssimo instante de João Cabral;
o ponto apontado do presente.

O esperado momento,
sempre breve e rápido,
vivido, passado.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Vending Machine

The Vending Machine encourages those buying sweets to think about the impact of their choices as they buy apparently insignificant consumables. You choose how much you pay, and rather than affecting what you get, it affects what the next person gets. If you pay more, you act for the greater good, if you pay less, someone else gets less. The Vending Machine is going to spend a year touring the UK, visiting pubs, community centres, leisure centres and galleries, pretending to be a normal vending machine. Its first location is the ICA bar and Team, the design collective responsible for the Vending Machine, will celebrate the start of the tour with a night of music and sweets on 3 August. Team are currently hoping to get the vending machine adopted by a major sweets company.

quinta-feira, julho 26, 2007

A Combinação dos Opostos

Os opostos são atraentes, a combinação entre eles é bela; é o tempero do prato; é saborosa como queijo e goiabada, Romeu e Julieta.
A atração entre coisas que não se combinam é nítida, como a razão e o conflito presentes num mesmo homem; ou é simples como dizer que “os opostos se atraem”.
Um homem que não se contenta em simplesmente ser, este é o mesmo que é atraído pelo mistério intrínseco ao desejo de atrair o diferente: homem e mulher; emoção e tédio; inspiração e expiração...

quinta-feira, junho 14, 2007

Tempo

Estamos onde estamos,
Sem pressa para um próximo momento,
Pressa nem mesmo para nossa próxima inspiração...
Agora, Agora, Agora,
Paramos neste instante,
Vivemos entregues, vivemos completamente,
Tempo sem expectativas.

Somos um exemplo concreto da essência do tempo,
Somos o tempo, se ele tivesse vida, isto é, se não tem, tem?
Somos a essência de algo que desejamos, sempre...
Algo que queremos mais e mais,
Nunca estamos satisfeitos com o quanto tempo temos,
Tempo...mais...sempre...tempo...

quinta-feira, maio 31, 2007

Arte...

A arte nasce, morre, vive tentando reproduzir algo irreproduzível: a realidade...
A realidade com sua dimensão fenomenal (ou será transcedental?)
faz com que os humanos sejam seres, às vezes, cansados,
e, às vezes, tenham uma incontrolável vontade,
de colocar algo de dentro para fora,
arte...
realidade...
arte...
um amor inexplicável.











































quinta-feira, maio 17, 2007

Agir pensando em princípios?

Como diz Rodrigo, personagem de Clarice Lispector, pensar é o ato, sentir é o fato. Por que atualmente tantas pessoas buscam coisas que as preencham emocionalmente? Há uma lacuna neste fato, o “sentir”.
A abstinência de “sentir” provavelmente venha de diversos fatores que se interligam e se originam das diferentes áreas de nossas vidas.
Vou falar porém de um fator que se refere a começo, não por coincidência, vou falar de princípios, um conceito essencial ligado ao ato.
Os princípios andam esquecidos. O principio é a razão, a base de nossas ações, de nossas escolhas, de atos que geram nossos sentimentos. Chega a ser surpreendente pensar que por de trás da maior parte das ações das pessoas, hoje em dia, estes princípios sejam completamente desconhecidos.
Vejam por exemplo o tão desejado “1 minuto de fama” de Andy Warhol. De quantos fatos somos testemunhas em que o princípio é o “1 minuto de fama”? Os estudantes dos EUA que massacram seus colegas na escola podem ter seguido um princípio como esse.
Mas, me diga: onde está o princípio deste “1 minuto de fama”? É aí que está, não há princípios. Eu me refiro a princípios próprios, aqueles vindos de nós mesmos, os quais nos permitem sentir um tipo de poder que se chama auto-aprovacao.
Quem segue o mandamento pop de “1 minuto de fama” está nada mais que influenciado por uma cultura muito comum, a cultura Americana, a qual também pode ser expressa por “you can be anything you want” o que gera expectativas irreais. Em alguma hora, esse pensamento trará sensação de falso poder. Enfim, o caos na sociedade, a qual possui bases em perspectivas externas, ou seja, nas aprovações do mundo exterior. A alienação interna dos indivíduos é implantada e, assim, a alienação externa do conjunto fica pior ainda.
Vamos treinar a habilidade de assumir livremente obrigações em relação a pessoas e a princípios. Isso nos dará razão, fará nossos feitos valerem à pena, nos trará o poder real de usufruir de um amplo leque de escolhas, independência, liberdade. Além da tão querida auto-estima ou satisfação.
Um bom começo pode ser sentir-se e realmente ser ouvido por alguém.

quinta-feira, maio 03, 2007

yoga sutras of Pantajali

From this
one gains
an understanding
that clarifies
the differences
between two similar objects
that are otherwise indistinguishable
by their origin,
distinctive characteristics
or position.

sexta-feira, abril 20, 2007

BEHIND EVERY SUCSSEFUL NEW PRODUCT OR EXPERIENCE THERE IS AN EMERGING CONSUMER TREND – linked with people's unconsciousness, desires and aspirations.

quinta-feira, março 29, 2007

The Secret Public

The Last Days of the British Underground 1978 - 1988

Featuring: Charles Atlas, Bodymap, Leigh Bowery, Victor Burgin, Marc Camille Chaimowicz, Michael Clark, Peter Doig, Duvet Brothers, Brian Eno, Cerith Wyn Evans, Gilbert and George, Gorilla Tapes, Richard Hamilton, Derek Jarman, Isaac Julien, Tina Keane, Sandra Lahire, Linder, Stuart Marshall & Neil Bartlett, John Maybury, Neo-Naturists, Julian Opie, Jon Savage, Peter Saville, Mark E. Smith, Wolfgang Tillmans, Trojan, Stephen Willats, and others.
A disquieting, playful, and intensely urban exhibition rooted in the political landscape of the '80s, The Secret Public examines the dark flowering of creativity which took shape in the UK between 1978 and 1988. From Leigh Bowery's five-night performance, filmed through the one-way glass of a London gallery window, to Jon Savage's photographs of neglected corners of London and Richard Hamilton's Treatment Room (1982) in which Margaret Thatcher's televised image hangs ominously over an operating table, this exhibition offers a re-evaluation of Britain's recent political past, highlighting the subversive tendencies and lasting influence of a group of artists working across art, fashion, film, dance, performance, video and music.
A time of heightened political, economic and social change - from the recession and civil unrest of Thatcherite Britain, to the advent of AIDS - the late '70s and '80s saw a creative energy emerge in the UK with its own particular and potent shape: a covert form that sat outside established institutional practices of the time, creating its own network of activities, events, economies and celebrities. As a generational grouping of artists and personalities, it is perfectly described by the title of a fanzine created by Linder and Jon Savage and published in Manchester in 1978: The Secret Public.
Just as the punk movement of earlier years represented a volatile, ambiguous celebration of violence, negativity and protest, the artists gathered together in this show responded to a darkening view of the world. Finding resonances in the area of performance, but also drawing on film, video, fashion and music, these artists fused a range of contemporary and historical reference, creating works exploring gender, and sexuality, and the use of the body as both spectacle and a metaphor for the social 'body'. Arguably, the period can be seen as a last outburst of radical experimentation before the onslaught of consumerism established an environment in which 'alternative' culture could immediately be co-opted into the mainstream.
By focussing on the years between the death of punk and the birth of the YBA phenomenon, The Secret Public invites a consideration of the UK's current artistic and cultural landscape in relation to these landmarks, directing attention to the connections between art and politics, and to the aesthetics of club and pop culture which figured so largely during this period and which continue to influence a wide range of artistic practices.
The Secret Public. The Last Days of the British Underground 1978 - 1988 is conceived and produced by Kunstverein München, and curated by Stefan Kalmár & Michael Bracewell. Associate curators are Ian White & Daniel Pies. The exhibition was made possible through the support of Kulturstiftung des Bundes and The Henry Moore Foundation.
Supported by agnès b.

quarta-feira, março 14, 2007

What do you want?
The journey is the destination.
Enjoy the journey to get there, because
when you get it; maybe, you don't want it anymore.