quarta-feira, março 30, 2011


Pra quem não entende gato
"Ele fixara em Deus

aquele olhar de

esmeralda diluída, uma

leve poeira de ouro no

fundo. E não obedeceria

porque gato não

obedece. Às vezes,

quando a ordem

coincide com sua

vontade, ele atende mas

sem a instintiva

humildade do cachorro,

o gato não é humilde,

traz viva a memória

da sua liberdade sem

coleira. Despreza o

poder porque despreza

a servidão. Nem servo

de Deus. Nem servo

do Diabo".

TELLES, Lygia F. - A Disciplina do Amor

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

                                                          
                                                            "da minha janela"

                                                        
                                                                    "da janela dele"

quinta-feira, dezembro 23, 2010

(primero segundo e terceiros)

primeiro segundo
            
              quem sabe no

segundo segundo
e no terceiro?
terceiros... 
já não há mais tempo para morte da bizerra,
que tal, pensar no clone da ovelha?

segunda-feira, dezembro 06, 2010

segunda-feira, novembro 08, 2010

impressão digital



                                                         


            
                                                                       (fotografia publicada no livro "Mundo Mundano", vol. 2 -    

         http://www.prologoloja.com.br/catalogsearch/result/?q=mundo+mundano&x=0&y=0)

quinta-feira, setembro 09, 2010

estou cansada de uma certa atitude impregnada

A imaginação escassa e um certo realismo subjetivo andam impregnando a literatura - não só a literatura, mas diversas áreas - assuntos concentram-se praticamente em: sexo, droga, violência, angústia, descontentamento pessoal.

Prefiro os que escrevem porque a vida é um romance. Parece que estes, ao menos, sentem algum desconforto; seguem o fluxo oposto da maré, ou possuem algo íntegro como a dedicação a um projeto. Uma ambição maior que o próprio umbigo.

Nada mais choca num ambiente em que violência é o cotidiano. A imagem da criança atrelada a um revólver chega a ser comum. O saco de cola fica até como cena de segundo plano. A política não se divide mais em direita e esquerda. Heróis já morreram de overdose há mais de duas décadas. Ideologia é nostalgia. Enfim, o que está fora dos padrões?

Tecnologia? Talvez uma das raras coisas que mude parte de nossas rotinas. Distâncias passam a ser insignificantes; possibilidades, infinitas; conexão, uma exigência. Uma evolução fenomenal que, ao mesmo tempo, aproxima e afasta as pessoas, prende-as em si mesmas, em seus mundinhos. Um movimento paradoxal. Por um lado, o ganho de formas de contato, por outro, perda do contato real. E por estranho que pareça, contato com os que estão mais perto: vizinhos, família. Um individualismo valorizado e desconectado.

Já ouvi de autores de hoje: “Escrevo porque preciso”. Precisa?
Do que nós precisamos realmente hoje?

Os valores e necessidades estão conturbados, confundidos pelo mercado, pela mídia, pelo não parar, não pensar; pela falta de genuinidade, por uma velocidade que anda fazendo com que até a Terra gire mais rápido em volta de seu eixo. Eixo: é com esta conexão que precisamos nos preocupar. Acho que escrever não é sobreviver. Para começo de história, precisamos de ar, água e comida.

sexta-feira, agosto 20, 2010

quinta-feira, agosto 05, 2010

quando viu a vida passou...
(ela comeu, bebeu, comprou)
o corpo esfarela, enquanto as compras são  dadas.

quinta-feira, julho 29, 2010

quinta-feira, junho 24, 2010

S

um Sabor
Sútil
demorado
quaSe, não reconhecido

um Sabor
Sem
anSiedade
capaz

Um Sabor
que é
eStá
(para quem vê)