quarta-feira, março 30, 2011
Pra quem não entende gato
"Ele fixara em Deus
aquele olhar de
esmeralda diluída, uma
leve poeira de ouro no
fundo. E não obedeceria
porque gato não
obedece. Às vezes,
quando a ordem
coincide com sua
vontade, ele atende mas
sem a instintiva
humildade do cachorro,
o gato não é humilde,
traz viva a memória
da sua liberdade sem
coleira. Despreza o
poder porque despreza
a servidão. Nem servo
de Deus. Nem servo
do Diabo".
TELLES, Lygia F. - A Disciplina do Amor
quinta-feira, dezembro 23, 2010
segunda-feira, dezembro 06, 2010
segunda-feira, novembro 08, 2010
impressão digital

(fotografia publicada no livro "Mundo Mundano", vol. 2 -
http://www.prologoloja.com.br/catalogsearch/result/?q=mundo+mundano&x=0&y=0)
segunda-feira, outubro 18, 2010
segunda-feira, setembro 13, 2010
quinta-feira, setembro 09, 2010
estou cansada de uma certa atitude impregnada
Prefiro os que escrevem porque a vida é um romance. Parece que estes, ao menos, sentem algum desconforto; seguem o fluxo oposto da maré, ou possuem algo íntegro como a dedicação a um projeto. Uma ambição maior que o próprio umbigo.
Nada mais choca num ambiente em que violência é o cotidiano. A imagem da criança atrelada a um revólver chega a ser comum. O saco de cola fica até como cena de segundo plano. A política não se divide mais em direita e esquerda. Heróis já morreram de overdose há mais de duas décadas. Ideologia é nostalgia. Enfim, o que está fora dos padrões?
Tecnologia? Talvez uma das raras coisas que mude parte de nossas rotinas. Distâncias passam a ser insignificantes; possibilidades, infinitas; conexão, uma exigência. Uma evolução fenomenal que, ao mesmo tempo, aproxima e afasta as pessoas, prende-as em si mesmas, em seus mundinhos. Um movimento paradoxal. Por um lado, o ganho de formas de contato, por outro, perda do contato real. E por estranho que pareça, contato com os que estão mais perto: vizinhos, família. Um individualismo valorizado e desconectado.
Já ouvi de autores de hoje: “Escrevo porque preciso”. Precisa?
Do que nós precisamos realmente hoje?
Nada mais choca num ambiente em que violência é o cotidiano. A imagem da criança atrelada a um revólver chega a ser comum. O saco de cola fica até como cena de segundo plano. A política não se divide mais em direita e esquerda. Heróis já morreram de overdose há mais de duas décadas. Ideologia é nostalgia. Enfim, o que está fora dos padrões?
Tecnologia? Talvez uma das raras coisas que mude parte de nossas rotinas. Distâncias passam a ser insignificantes; possibilidades, infinitas; conexão, uma exigência. Uma evolução fenomenal que, ao mesmo tempo, aproxima e afasta as pessoas, prende-as em si mesmas, em seus mundinhos. Um movimento paradoxal. Por um lado, o ganho de formas de contato, por outro, perda do contato real. E por estranho que pareça, contato com os que estão mais perto: vizinhos, família. Um individualismo valorizado e desconectado.
Já ouvi de autores de hoje: “Escrevo porque preciso”. Precisa?
Do que nós precisamos realmente hoje?
Os valores e necessidades estão conturbados, confundidos pelo mercado, pela mídia, pelo não parar, não pensar; pela falta de genuinidade, por uma velocidade que anda fazendo com que até a Terra gire mais rápido em volta de seu eixo. Eixo: é com esta conexão que precisamos nos preocupar. Acho que escrever não é sobreviver. Para começo de história, precisamos de ar, água e comida.
quarta-feira, agosto 11, 2010
quinta-feira, agosto 05, 2010
quinta-feira, julho 29, 2010
segunda-feira, julho 26, 2010
quinta-feira, junho 24, 2010
S
um Sabor
Sútil
demorado
quaSe, não reconhecido
um Sabor
Sem
anSiedade
capaz
Um Sabor
que é
eStá
(para quem vê)
Sútil
demorado
quaSe, não reconhecido
um Sabor
Sem
anSiedade
capaz
Um Sabor
que é
eStá
(para quem vê)
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