terça-feira, novembro 25, 2008

VIDEO YOUTUBE - Pink Floyd - Dark Side of the Rainbow 1

Saco! Nao consegui colocar o vídeo bonitinho.
Mas clique no título do post para ver o vídeo.
A lenda é que o cd do Pink Floyd, "Dark Side of the Moon", se encaixa como trilha perfeitamente no filme Mágico de OZ. Quem quiser experimentar dá o "Play" junto: filme e cd.
Se lenda, ou não, fico bom demais! Dispensa mais comentárioss.

segunda-feira, novembro 24, 2008

ETANOL

E os advogados
bebem, bebem, bebem

bebem álcool
em vez de café

sem cafeína
sem graça

mas ainda
ricos
Tempo
(versão 2)

Estamos onde estamos
sem pressa
para um próximo
momento.
Pressa
nem mesmo
para próxima inspiração
...
agora, agora, agora
paramos neste instante
*

Tempo

sem expectativas
tempo
somos essência
tempo
somos
tempo

se tempo tem vida
tem?
tempo

sempre
mais
tempo

segunda-feira, novembro 10, 2008

Converse


Galeria de Marcel Yunes
Esse é do Julio, quero o meu!


Degredo

Se fosse outro dia

Se fosse paixão
Amor
Se fosse palavra
Literatura
Se fosse arte
Filosofia

Se alma tivesse razão

Mas é hoje

Paixão narcisa, desconexa
desamor

Palavra vazia
Faz literatura
Ficção

Arte insaciável
Filosofia vaga

Farsa absoluta.



Frustração

Se fosse outro dia

Beberia até o pó
Beijaria o espelho

Mas hoje
Padeço

Engulo angústia.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Cenas em Sensação

Gozo

Fruto desfruto
uso

Músculos aerados
Poros



Saliva

Língua entre os dentes
Dentes entre a pele

De leve, morde-se
a expiração

sem desperdício.



Aceitação
Transito,
Sede e tristeza

Chorando
Grito

Tremo

Dispo-me
Entrego-me
Ao que sou.



Enxague

Absorvida
Me dou
de energia
esgot…


__

É
Óbvio
O vazio

Uma
Palavra

É e não é

É apenas…


Exercício AIC - Academia Internacional de Cinema
de Rodrigo Patronio
Tema: Éden, Deserto, Síntese
Sentido
se palavra contasse sensação 



quarta-feira, outubro 15, 2008

Ao Butra

Cartola branca, charuto e o samba
do criolo doido
foram o bastante
para farra inesqueçivel -
gosto?

segunda-feira, outubro 13, 2008

Foto Leka Mendes - www.flickr.com/photos/lekamendes


Sobreposição
(imagem)

Sobreposições, camadas, sub-imagens.
O que se vê, o que se quer ver,
o que se é, o que se quer ser.
Colocar-se sobre, esconder-se.
O que é escondido é revelado.
A possibilidade de transportar-se,
de deslocar-se no tempo e espaço.

A imobilidade móvel.

segunda-feira, outubro 06, 2008

O livro pela capa

O livro pela capa,
objetos mercadorias,
pessoas pelo que consomem.

É mais que sabido, até redundante dizer, que a superficialidade anda bastante presente em uma série de aspectos do mundo atual.

Numa sociedade snack culture, em que reina o picado- um pedaço do livro um trecho da música, uma rápida refeição (lanche) –, em que a internet é o meio, o canal de absorção, pode-se dizer que pega-se superficialmente, não se vive realmente um raciocínio por inteiro, nem o conteúdo pelo conteúdo

Talvez pessoas nem saibam qual é o conteúdo que, originalmente, interesse a si próprio. Existe uma gana pelo ser desejado pela sociedade, sem se importarem com a origem ou o conteúdo real. Andy Warhol, por exemplo, com seu conceito dos 15 minutos de fama liga-se totalmente com os realities shows, estouros de sucesso de nossa época. Uma fama completamente efêmera, liderada pelo simples expor-se para massa. Fica fácil escolher algo de sucesso, mesmo que esse sucesso não lhes pertença, não lhes diga algo.

Quem sabe, seja essa a causa do provinciano - algo não produto da massa, o tradicional, genuíno...- ainda ser valorizado, e desejado como escape. Um entretenimento evasivo que impede o questionar ou a profundidade.

Claro que o valor, em termos de conteúdo para si, somente o ser subjetivo, interior, sem interferência externa, é algo fora da realidade, algo inatingível. Afinal, não há o ser sem influência do externo.

Assim, a banalização é quase natural; a não internalizarão é automática. E o desejo pelo conteúdo, apenas pelo conteúdo, sem a capa, torna-se extinto, pela não centralização do ser. A originalidade verdadeira, não pela palavra original (conceito vendável por sua escassez), mas por se tratar da essência, é algo raro de se encontrar.

terça-feira, setembro 30, 2008

Sentido

Viagem
não se guarda

Foto
não expressa momento

História
não conta o ocorrido

ou a Palavra,
a Sensação.

Gozei.
___
Se palavra
contasse
sensação
gozei

segunda-feira, setembro 29, 2008

terça-feira, setembro 23, 2008

Livro de Viagem

Texto para o sarau da Escola Internacional de Cinema - tema: Livro de Viagem.


O livro de viagem não existe.

As fotos não representam o momento
A palavra não expressa a sensação.

A história não diz o ocorrido
ou
O livro, a viagem.

A ilusão é da realidade
o que
O raio é do sol.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Dedicatória

Pro meu futuro caso,
com um beijo,
M.
ps. arranca esta folha.



Eu quis escrever este microconto em algum lugar da rede. Já que o prazo do concurso microcontos do twitter era até sábado.
Blog tá aí pra isso..o dono tem toda liberdade de escrever o que quiser, qdo quiser e ainda pode se lamenta pros outros..

sexta-feira, setembro 19, 2008

Duas Pretensões

A diferença entre o escritor e o publicitário?
É a essência da pretensão. Os escritor escreve porque precisa, pura pretensão do espírito.
O publicitário escreve tiradas vendáveis. Pretensão mercadologica.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Beleza Americana


"A sereiazinha muito triste pegou o punhal, foi até o quarto do príncipe e vendo-o dormindo tranqüilo ao lado da sua esposa, saiu correndo dali. A sereiazinha tinha um coração bom, e seu amor era verdadeiro, não poderia jamais matar o seu amado. Sendo assim, ela se dirigiu ao convés do navio, já estava amanhecendo. A sereiazinha, então, atirou-se no mar, no mesmo instante o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, e assim o feitiço se realizou, a Pequena Sereia virou espuma branca do mar".


A pequena seria do conto de Andersen morre no final.

A da Disney casa com o príncipe.


sexta-feira, setembro 12, 2008

"Obscenidades de uma dona de casa", de Inacio de Loyola Brandao

Baixaria com conteudo


O que faz a baixaria ser considerada baixaria e' a forma da linguagem e quem a julga. A baixaria pode estar em meio a uma obra de conteudo.


Qualquer conceito tratado de forma genial, pode servir como porta para muitos outros. Principalmente, aqueles que dizem respeito as pessoas, sentimentos, enfim, tudo que forma o ser-humano. No caso, a baixaria abstraida, pode ser intimidade.


E' de se respeitar e admirar Inacio de Loyola Brandao. Afinal, escrever obscenidades com um conteudo litarario destes!


- Leia o conto abaixo:
"Oscenidades de uma dona de casa", de Inacio de Loyola Brandao.
www.releituras.com/ilbrandao_obscenidades.asp