quarta-feira, abril 28, 2010


Ufa! Estou no bairro

sem medo
sem pressa
de repente
(nao repente)
me pedem um cigarro
uma moradora de rua
(na outra esquina)
nos cruzamos

vai com deus!
(você também)

sexta-feira, abril 16, 2010

Alterno, devaneio, continuo tentando permanecer



O que seria de mim, o que seríamos de nós sozinhos?

O que nos tira do eixo?

Ou da paz? – minha paz.

Paz com você é uma vibração. Quem sabe, bom senso, com pitadas de

generosidade, admiração ou atração?

– até quando o meu santo bate com o seu?

Sua sinergia e energia? Minha?

Nossa! Claro, de todo o mundo!



Um simples copo quebra.

Reação com causa desconhecida.



Ação. Ressonância quebrada?



Compreende-me, tenta, fingi e

acha que me conforta,

talvez, para confortar você mesmo.



Infinitos detalhes, nunca entendíveis

(por minha impaciência até ignoráveis.

Por você não vistos. Quem sabe, você queira contar ao invés de escutar).



Estamos carecas de saber que nascemos e morremos sozinhos.

Mesmo assim, queremos nos juntar




(link deste post também no -  http://nacaoyoga.blogspot.com/)

quinta-feira, janeiro 07, 2010

balanço

esta lua não está para devaneios
este tempo para exageros
um olhar para tempestade
cúmplice

medo
dos que sabem

segunda-feira, novembro 30, 2009

achados de biblioteca

“O conhecimento, embora menos absoluto, continuará sendo conhecimento; a realidade, embora menos fundamental, continuará sendo realidade; e a verdade, embora menos imediata, continuará sendo verdade.

Descobriremos mesmo que o conhecimento absoluto, a realidade fundamental e a verdade imediata não passam de conceitos não somento ocos, mas também desnecessários para construção de um cosmos, e que, neste sentido, as objeções podem ser aceitas.

Neste sentido um tanto restrito do cosmos, continuará válido o nosso esforço de compreende-lo, governa-lo e modifica-lo; e a nossa vida dentro dele não terá sido fútil.”

(FLUSSER, 2004, p.33)

terça-feira, outubro 27, 2009

esgotamento (tríade)

apelo `a lua
a espera é necessária
o não temporário
antes que
me de
nesse dado momento
antes que
não sobre
um fio
antes que
a lua mingue de vez

___


respiro errado
esgotada
aprendo
a respirar
espirro


quinta-feira, outubro 15, 2009

quinta-feira, outubro 08, 2009

A propósito: botões estão desaparecendo

“Ação não é vida, mas o modo de gastar alguma coisa” Arthur Rimbaud

Rimbaud talvez quisesse descarregar a alma de extravagâncias das ações ou seria um desabafo existencial? Não sei. O ponto é que se transportarmos essa frase para os dias de hoje, podemos pensar no seguinte: quantas ações fazemos por dia ou, mesmo, por minuto? Quanto gastamos desse alguma coisa?

O gastar esse alguma coisa não é grande problema. Afinal estamos aqui pra viver, pra beber, pra conversar e mais outras coisinhas, não? Experiências nos alimentam de modo geral. Mas, infelizmente, hoje muitas das experiências e das ações andam dissociadas de seus significados. Essências se ocultam, desejos e medos se descomprometem. O vazio permanece. A instantaneidade vence, é o conceito. Prazeres perdem significados e se apoiam na efemeridade.

Vivemos numa época de processos banais que acabam se tornando resultados, também, banais. O que fazer? Comemorar? (etimologia comemorar - lat. de memorare) Memorar, lembrar. Voltemos ao princípio. Vamos arejar nossos princípios. Esse já é um grande passo antes de re-começar a perdê-los. Antes que atividades se fundem e, ao mesmo tempo, se fundam num único propósito: nenhum propósito.