terça-feira, setembro 30, 2008

Sentido

Viagem
não se guarda

Foto
não expressa momento

História
não conta o ocorrido

ou a Palavra,
a Sensação.

Gozei.
___
Se palavra
contasse
sensação
gozei

segunda-feira, setembro 29, 2008

terça-feira, setembro 23, 2008

Livro de Viagem

Texto para o sarau da Escola Internacional de Cinema - tema: Livro de Viagem.


O livro de viagem não existe.

As fotos não representam o momento
A palavra não expressa a sensação.

A história não diz o ocorrido
ou
O livro, a viagem.

A ilusão é da realidade
o que
O raio é do sol.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Dedicatória

Pro meu futuro caso,
com um beijo,
M.
ps. arranca esta folha.



Eu quis escrever este microconto em algum lugar da rede. Já que o prazo do concurso microcontos do twitter era até sábado.
Blog tá aí pra isso..o dono tem toda liberdade de escrever o que quiser, qdo quiser e ainda pode se lamenta pros outros..

sexta-feira, setembro 19, 2008

Duas Pretensões

A diferença entre o escritor e o publicitário?
É a essência da pretensão. Os escritor escreve porque precisa, pura pretensão do espírito.
O publicitário escreve tiradas vendáveis. Pretensão mercadologica.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Beleza Americana


"A sereiazinha muito triste pegou o punhal, foi até o quarto do príncipe e vendo-o dormindo tranqüilo ao lado da sua esposa, saiu correndo dali. A sereiazinha tinha um coração bom, e seu amor era verdadeiro, não poderia jamais matar o seu amado. Sendo assim, ela se dirigiu ao convés do navio, já estava amanhecendo. A sereiazinha, então, atirou-se no mar, no mesmo instante o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, e assim o feitiço se realizou, a Pequena Sereia virou espuma branca do mar".


A pequena seria do conto de Andersen morre no final.

A da Disney casa com o príncipe.


sexta-feira, setembro 12, 2008

"Obscenidades de uma dona de casa", de Inacio de Loyola Brandao

Baixaria com conteudo


O que faz a baixaria ser considerada baixaria e' a forma da linguagem e quem a julga. A baixaria pode estar em meio a uma obra de conteudo.


Qualquer conceito tratado de forma genial, pode servir como porta para muitos outros. Principalmente, aqueles que dizem respeito as pessoas, sentimentos, enfim, tudo que forma o ser-humano. No caso, a baixaria abstraida, pode ser intimidade.


E' de se respeitar e admirar Inacio de Loyola Brandao. Afinal, escrever obscenidades com um conteudo litarario destes!


- Leia o conto abaixo:
"Oscenidades de uma dona de casa", de Inacio de Loyola Brandao.
www.releituras.com/ilbrandao_obscenidades.asp

terça-feira, setembro 09, 2008

Pra quem não entende gato

"Ele fixara em Deus
aquele olhar de
esmeralda diluída, uma
leve poeira de ouro no
fundo. E não obedeceria
porque gato não
obedece. Às vezes,
quando a ordem
coinide com sua
vontade, ele atende mas
sem a instintiva
humildade do cachorro,
o gato não é humilde,
traz viva a memória
da sua liberdade sem
coleira. Despreza o
poder porque despreza
a servidão. Nem servo
de Deus. Nem servo
do Diabo".
TELLES, Lygia F. - A Disciplina do Amor
http://www.mariajoaquina.org/

segunda-feira, setembro 08, 2008

Insustentável como Leveza do Ser

Pode?

Ou como pode?

Ser

insustentável leveza do ser,

ser

simples, brilhante

como morte

Oasis for people who doesn't like water

VEJA O VÏDEO "Cactus Kid", antes de ler o texto:
http://www.runcactuskidrun.com/

Pretensão incentivar a idéia de não beber água. Num mundo onde o orgânico é, cada vez mais, escasso.

Àgua, desnecessário citar suas importâncias, será redundante repetir tudo que já ouviram sobre o elemento água. Desde saúde, aquecimento global, ciência a exotorismo, o papel da água é inquestionável.

Porém a história do "Cactus Kid" é boa, não porque tenha certa recaída por cactus (planta forte, sem muita água, sem muito cuidado, ela apenas sobrevive), a campanha é criativa.

Tudo pela arte? Tudo pela mercadoria? Enfim, no caso, não importa de quem é a história, se foi roubada, re-contada, re-inventada ou não muito ética.

A história vale desde que alguém acredite, desde que entretenha.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Mais um café

O corpo estremece por dentro,
(de jeito que ninguém perceba)

as costas e seus nós,
um sonho a desatar;

olhos ardem;
a cabeça vacua.

Mais um café
(para cafeína nas veias).

terça-feira, setembro 02, 2008

Escrevo pelo surto

Escrevo pelo surto de não ser
coerente, sociável, saudável,
equilibrada, útil.

Colagem - Pretexto Contexto Texto

O autor é ator
inútil
não é protagonista
da ficção nem da vida
"a vida não é a vida.
É sempre pretexto.
É sempre contexto.
É sempre texto" JP Coutinho.

segunda-feira, setembro 01, 2008

UMA

Os blogs nasceram no boom da net, num universo complexo que ainda nao parou e nem tem previsao de parada. Uma realidade veloz e multi-tudo: multi-opcoes, multi-canais, multi-midia, multi-espaços. A qual apesar do multi é UMA. UM grande alguma coisa, é o que a net está se tornando.

OFF=ON Cada vez mais o mundo offline (mundo real, espaço físico ou átomo arena) está se ajustando e se espelhando no extenso e dominante mundo online, do tom de voz aos produtos desenvolvidos, aos processos de negócios e a relação com consumidor.


O blog, nova mídia, que vem se construindo na web. Influenciada por uma avalanche de consumidores geradores de conteúdo.

Um novo jornalismo apimentado, transparência de opiniões pessoais?
Vale a pena prestar atenção em nós blogueirosss?

VEJA O VÍDEO
Kevin Kelly: Predicting the next 5,000 days of the web
http://www.youtube.com/watch?v=yDYCf4ONh5M

quinta-feira, agosto 28, 2008

Quatro Estações

Quatro estações
Quatro cantos
Quatro paredes

Nova, crescente, minguante, cheia
Estonteante
De quatro

Quanto ao
Quarto

Onde?



(este poema foi criado para o sarau, cujo tema era "quatro estações", da AIC - Academia Internacional de Cinema . Sarau que eu não fui. Droga! São Paulo suga a gente, precisei de uma noite de descanso).

terça-feira, agosto 26, 2008

Vauxhall - design e estilo

Vauxhall vêm alimentando e patrocinando talentos criativos através deste projeto fino e bem concebido, o qual reflete o compromisso da marca com estilo e design.

Dá uma olhada no site:

http://www.vauxhallcollective.co.uk/site/

segunda-feira, agosto 25, 2008

Uma mulher, 25 anos, Kika.

Uma mulher, 25 anos, Kika. Apesar de sua imagem “mulher fetiche”, sente-se ora angustiada, ora dissimulada, isto é, incomodada com a vida. Por, apenas, viver? Eh, viver numa fatia da sociedade rodiada por programas, pessoas, conteúdos, superficiais; em que comportamentos e consumo são ditados e adotados como uma síndrome do “é inaceitável ficar de fora” ou “o importante é se divertir”. Enfim, uma diversão evasiva que parece entreter Kika e seu meio social.

Kika freqüenta lugares interessantes, - restaurantes, bares, festas e até exposições de bons artistas - rotulados por alguns de cool,. Mas, mesmo sempre ocupada e requisitada, convive com uma incrível falta de preenchimento interno. Repara que ao seu redor - ambiente, amigas, namorados e exs, há pouca verdade, muita ostentação, fora certa, pretensão disfarçada de despretensão, como chique-despojado. É nesse contexto que Kika vive episódios em que sofre, apronta; usa o divertimento como saída para lidar com o mundo.

Certo dia, entediada, - um tédio misturado com vontade de fazer algo não fútil. Kika vai fumar um cigarro na varanda. Ela adora fazer isso. É um de seus únicos momentos em que não pensa em nada que seja obrigada (como pano de fundo toca um house-music, cujo vocal canta “Everybody is free in the new day coming freedom for all is a destine”).


Narro o livro de Kika (aspectos de sua vida: traição, disciplina, inquietações, arrogância, mentirinhas e excessos). Fatos que sufocam a identidade de Kika e de pessoas de seu mundinho.

Kika enjoy.

Storyline Kika

para encontro Marcelo C. Cunha

(Criação Literária - Academia Internacional de Cinema)

Joselito em vida promissora

Barro jorrado no pára-brisa sem limpador, foi a visão de Joselito na hora do acidente.
Joselito, 23 anos, 5h am, ponto de ônibus, São Paulo.
Hoje é seu primeiro dia de trabalho, motivo de orgulho para família Alagoana. A mãe, dona Dulce, vive dizendo às vizinhas - Joselito tá bonito, comprô uma camisa pra trabalha. Eu nem reconheci meu filhinho. Achei que ele era o moço do banco Itaú, imagina só! Ele disse que no final do mês vai da pra manda um dinheirinho pra nóis. Lá é tudo caro, ele vai ganhar bem, viu! Ah, e parece que ele tá se engraçando com uma menina de lá. Falei pra ele tomar cuidado que essas meninas de São Paulo, de boba só a cara.
Dez reais, para condução; celular pré-pago e um porta documentos, novinho, de couro sintético, a ser preenchido com a carteira de trabalho assinada. Com ar de menino recém virado homem, está pronto para enfrentar seu dia: novas pessoas, trabalho, rotina e cidade.
Um Ômega preto, modelo 2008, aproxima-se. Não se vê o motorista, mas dá para perceber nele certa arrogância, coberta pelo vidro fumê blindado, que não abre nem uma frestinha: medo de assalto. O motorista não faz questão de interagir com o lado de fora do carro, do mundo. De repente, um susto daqueles em que se perde a voz: o carro, em alta velocidade, perde a direção. Um buraco o joga para a direita e Joselito, cumprindo seu papel de pedestre, espera sua condução, ao lado direito, embaixo do ponto. Impotente na situação, o garoto cai, de nuca na guia, impactado pela surpresa que a vida numa grande cidade lhe traz. A aglomeração de pessoas, nada coerente num centro urbano, -pólo econômico, onde pessoas praticamente sobrevivem, buscando status.
A essa hora não há ninguém na rua e o carro foge. A única pessoa nos arredores é seu Nelson, dono da padaria, que abre às 5h15am. Seu Nelson vê sangue no asfalto; corre para ver o que aconteceu com aquela pessoa, caída no outro lado da rua. Seu Nelson abre o porta documentos: vazio, apenas dez reais e um celular. Pega o aparelho e liga para a emergência 190. Escuta a gravação “você não tem crédito suficiente para efetuar essa chamada”, desesperado tenta “Jacira”, “mãe”, “tia Cleide”, nomes encontrados na agenda, nada. O celular toca, a ligação cai. Sem crédito suficiente. Basta esperar para que a pessoa ligue de novo, equanto, corre para padaria e chama a ambulância.
A cidade vai acordando e se movimentando; a luz do sol não mais focada, agora estourada. A rua enche-se de carros, os pontos de ônibus de pessoas, em volta de Joselito uma roda de curiosos. Alguns tentam acalmar seu Nelson, nervoso com a demora da ambulância. Escuta-se a sirene ao fundo, sua luz vermelha é vista embaçada pela poluição, da hora do rush.
Storyline - o personagem:
Ele (a) classe C,
acaba de descobrir algo que redefine sua vida,
tem um celular sem crédito.
Exercício para o encontro com Marcelo C. Cunha
(Criação Literária - Academia Internacional de Cinema)

segunda-feira, agosto 18, 2008

Aliteração do Amor

Amor

Sem significado
Sexo

Sem saudade
Tédio

Sem sonho
Ilusão

Sem tesão
Rotina

Sem resposta
Solidão

Sem paixão
Poeira

Sem desejo
Indiferença

Simples
Sem verbo

Amor

quarta-feira, agosto 13, 2008

Uma recente história da escrita e do desenho

Em cartaz até dia 31 de agosto no ICA - Institute of Conteporary Art, London.




A recente história da escrita e desenho é uma exibição que explora a envolvente relação entre tecnologias, comunicação e seus usuários.

O projeto é programado pelo designer Jürg Lehni, pelo design gráfico Alex Rich e pela curadora, design historian, Emily King. Envolvendo uma variedade de técnicas interativas e não interativas de escrita e desenho.

O destaque da exposição é Viktor uma grande máquina de desenhar nas paredes, controlada por uma versão adaptada de um software de design, e feita por uma pequena indústria de motores

Às quintas-feiras, a tarde a galeria recebe palestrantes (designers, artístas e músicos) que são conhecidos por usarem tecnologias de modo considerávelmente ortodoxo.

Durante o evento, Viktor irá assinar o acompanhamento do material na parede da galeria, mudando a imagem que usurá, na próxima semana.