sexta-feira, agosto 20, 2010

quinta-feira, agosto 05, 2010

quando viu a vida passou...
(ela comeu, bebeu, comprou)
o corpo esfarela, enquanto as compras são  dadas.

quinta-feira, julho 29, 2010

quinta-feira, junho 24, 2010

S

um Sabor
Sútil
demorado
quaSe, não reconhecido

um Sabor
Sem
anSiedade
capaz

Um Sabor
que é
eStá
(para quem vê)

quarta-feira, abril 28, 2010


Ufa! Estou no bairro

sem medo
sem pressa
de repente
(nao repente)
me pedem um cigarro
uma moradora de rua
(na outra esquina)
nos cruzamos

vai com deus!
(você também)

sexta-feira, abril 16, 2010

Alterno, devaneio, continuo tentando permanecer



O que seria de mim, o que seríamos de nós sozinhos?

O que nos tira do eixo?

Ou da paz? – minha paz.

Paz com você é uma vibração. Quem sabe, bom senso, com pitadas de

generosidade, admiração ou atração?

– até quando o meu santo bate com o seu?

Sua sinergia e energia? Minha?

Nossa! Claro, de todo o mundo!



Um simples copo quebra.

Reação com causa desconhecida.



Ação. Ressonância quebrada?



Compreende-me, tenta, fingi e

acha que me conforta,

talvez, para confortar você mesmo.



Infinitos detalhes, nunca entendíveis

(por minha impaciência até ignoráveis.

Por você não vistos. Quem sabe, você queira contar ao invés de escutar).



Estamos carecas de saber que nascemos e morremos sozinhos.

Mesmo assim, queremos nos juntar




(link deste post também no -  http://nacaoyoga.blogspot.com/)

quinta-feira, janeiro 07, 2010

balanço

esta lua não está para devaneios
este tempo para exageros
um olhar para tempestade
cúmplice

medo
dos que sabem

segunda-feira, novembro 30, 2009

achados de biblioteca

“O conhecimento, embora menos absoluto, continuará sendo conhecimento; a realidade, embora menos fundamental, continuará sendo realidade; e a verdade, embora menos imediata, continuará sendo verdade.

Descobriremos mesmo que o conhecimento absoluto, a realidade fundamental e a verdade imediata não passam de conceitos não somento ocos, mas também desnecessários para construção de um cosmos, e que, neste sentido, as objeções podem ser aceitas.

Neste sentido um tanto restrito do cosmos, continuará válido o nosso esforço de compreende-lo, governa-lo e modifica-lo; e a nossa vida dentro dele não terá sido fútil.”

(FLUSSER, 2004, p.33)

terça-feira, outubro 27, 2009

esgotamento (tríade)

apelo `a lua
a espera é necessária
o não temporário
antes que
me de
nesse dado momento
antes que
não sobre
um fio
antes que
a lua mingue de vez

___


respiro errado
esgotada
aprendo
a respirar
espirro


quinta-feira, outubro 15, 2009

quinta-feira, outubro 08, 2009

A propósito: botões estão desaparecendo

“Ação não é vida, mas o modo de gastar alguma coisa” Arthur Rimbaud

Rimbaud talvez quisesse descarregar a alma de extravagâncias das ações ou seria um desabafo existencial? Não sei. O ponto é que se transportarmos essa frase para os dias de hoje, podemos pensar no seguinte: quantas ações fazemos por dia ou, mesmo, por minuto? Quanto gastamos desse alguma coisa?

O gastar esse alguma coisa não é grande problema. Afinal estamos aqui pra viver, pra beber, pra conversar e mais outras coisinhas, não? Experiências nos alimentam de modo geral. Mas, infelizmente, hoje muitas das experiências e das ações andam dissociadas de seus significados. Essências se ocultam, desejos e medos se descomprometem. O vazio permanece. A instantaneidade vence, é o conceito. Prazeres perdem significados e se apoiam na efemeridade.

Vivemos numa época de processos banais que acabam se tornando resultados, também, banais. O que fazer? Comemorar? (etimologia comemorar - lat. de memorare) Memorar, lembrar. Voltemos ao princípio. Vamos arejar nossos princípios. Esse já é um grande passo antes de re-começar a perdê-los. Antes que atividades se fundem e, ao mesmo tempo, se fundam num único propósito: nenhum propósito.

segunda-feira, setembro 28, 2009

john hillard

fragmentos editados de John Cage

( ) (está ocupado)
experimente sem parar permaneça humilde
informações relevantes difíceis estão por toda parte despercebidas
há sempre menos o que fazer as circuntâncias fazem por nós
durma sempre que puder o trabalho continua sendo feito
a guerra não será conflito de grupo será assassinato, puro
como é que você pode falar de dinheiro e virtude ao mesmo tempo
saiba que não sabemos mais o que é espaço tenha fé
pessoas pedem definições mas agora é tranquilo
nada pode ser definido
as atividades se fundem num único propósito que é
nenhum propósito
com emoções por viver no século vinte
inventamos algo mais não a roda
como disse Satie "se eu não fumo alguém fará em meu lugar"
(a qualidade sai na urina)
interrupções? bem-vindas
o conflito não estará entre pessoas e pessoas
já se verificou que o dinheiro tem sido economizado
música como discurso jazz não funciona (diálogo é outro papo)
Pricípios? então tudo é intolerável
nós nadamos afogando-nos aqui e ali
isso também pode ser mudado a medida do tempo
vá com calma mas vá que faremos antes do almoço
inexcitável
o que é um desenho algo no papel
que nós ficaremos em casa dando uma de deuses,
por causa da impressão que daremos de estarmos
em todos os lugares ao mesmo tempo
não tema que sua vida diária pemaneça (ou se torne, conforme o caso)
ela diz que a vida é como uma parede branca impassível
dedução correta: ela está amando
previsões metereológicas, alertas contra tempestade, segurança no mar, no ar
a sociedade tem gravadores, programas de radio e também leis de "copyright"
digamos que está idéia não tem base em fatos,
mas surgiu após se ter varrido a desinformação.
Sem suor. Surgiu
(a ideia existe, é fato)

quinta-feira, setembro 10, 2009

terça-feira, agosto 25, 2009

permitir-se pasmar

Gorduras mentais precisam ser queimadas. Pasmar é cuidar da cabeça como se cuida do corpo ou do espírito.

Pessoas normais, com carteira assinada, férias e décimo terceiro, pasmam? Talvez considerem férias o tempo de pasmar. Quem sabe, já pasmem, mas não se deram conta disso ainda. É provável, também, que não tenham rotulado o pasmar como pasmar. Chamam de descansar, relaxar, meditar. Um lapso do meditar, ou o meditar instintivo seria uma boa acepção.

Quem nunca encarou a mesa ao lado? E, de repente, pessoas olham com aquela cara de “o que você está procurando por aqui?”. Na verdade, nem havíamos percebido que estávamos com o olhar fixo lá. Só estávamos olhando nada, nada em especial.

Permitir-se pasmar traz tranquilidade, eu diria até que, a longo prazo, sabedoria.

Pasmar: ação que não é ação. Um pleno momento, em que não se precisa de nada e de ninguém, nem mesmo, do pensamento.

segunda-feira, agosto 17, 2009

O almoço virou happy-hour




Kika resolve cair numa aventura. Por quê? Nem ela sabe, mas está lá, num motel, que, com muito encanto, pode virar altar.

Possessão? É disso que tentam se livrar, ela e seu acompanhante. Nada melhor que falar sobre longas caminhadas, de Matchu Pitchu a Santiago de Compostela, trilhas. A trilha sonora? Dos filmes de Almodóvar, que, aliás, bastante romântica para o momento.

Ela tenta não se enxergar, mas o espelho do teto não para de mostrar sua imagem. Ela tampa o rosto. O espelho continua gravando cenas, na memória dela. Cenas de uma balada que não é balada, e sim um encontro carregado de intensidade.

Ficar mais estragaria. Eles se despedem ao som de Baden Powel e Vinícius de Morais – “…Vai vai vai-vai…”.

A noite continua, outras madrugadas de quintas viram sextas.

sexta-feira, agosto 07, 2009



















valores robóticos fazem mesquinharias se (sobre) saírem

dicionário neste, naquele, em todo lugar; por toda(s) a(s) parte(s) de Ex.: Etimologia lat. super 'em cima de, por cima de, acima de, mais do que, além de, sobre etc.'; ver sobre-; f.hist.


sexta-feira, julho 31, 2009

no bairro

São Paulo pareceu uma vila
pequeninas ruas
cumprimentei conhecidos
bebi uma cerveja
sem medo sem pressa

de repente
não tão repente
uma moça
moradora
da rua
me pediu um cigarro

na outra esquina
de novo
nos cruzamos

vai com deus
você também

quarta-feira, julho 29, 2009

indizível

comigo com você
o indizível não é visto
é quase percebido
gosto de sentí-lo
(sem dizer)
me dou às palavras

me dou
ao dia
à noite
ao vinho
a você
esqueço-me
de mim
mais dada
num dado momento

segunda-feira, junho 22, 2009

O medo esteriliza abraços.

"...cantaremos os medos, que esterilizam abracos"...Drummond

quinta-feira, junho 18, 2009

Vogue - o negócio é ser do jet set

publicado no: www.mundomundano.com.br

Vogue: aceitação, popularidade, estar na moda. Estes são alguns dos significados para a palavra vogue, segundo dicionários em inglês e francês. No Houaiss, “voga” é o ritmo da remada. Estar “em voga” significa estar na moda.

Vogue também pode ser um determinado estilo, uma certa linguagem – gírias jogadas no meio da frase, aparentemente espontâneas, sem querer querendo. Acessórios, peças de roupas, tribos, lugares descolados, são sinais fashion – fashion: dar forma, estilo, sugere a temporária popularidade. O fashion se enquadra no vogue.

Claro, não podemos passar em branco sem citar a revista Vogue, que, como diz o próprio nome, não há o que discutir, é realmente a vitrine da moda. Há ainda um lugar em São Paulo, a cara do vogue, um local que não tem nome, mas só se entra com nome na lista e mesmo assim, quem sabe, a hostess não goste do seu look e lhe dê algum trabalho para entrar.

Muita coisa por aí vem nos seduzindo, criando esse tal “quero fazer parte, ser fashion”. Até aí, tudo bem, não queremos sempre alguma coisa?

O que me inspira estas linhas é a simples pergunta: e o bom senso? Onde é que anda aquele velho, seguro e bom senso? Ainda ando procurando minha turma, a do bom senso! Bom senso: percepção, sentido, rumo.

Acabo de abrir uma revista e ler a frase: “quem é globetrotter tem um lifestyle mais low profile. É um upgrade do jetsetter, que costuma ser mais over the top mesmo”, quem disse isso foi uma designer de jóias, ligada ao mundo fashion, vogue, sacô?

( + Videozinho pra dar umas risadas - http://www.youtube.com/watch?v=oGY-OkRclnU&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Efacebook%2Ecom%2Fhome%2Ephp&feature=player_embedded )

segunda-feira, junho 15, 2009

KEEP BEING REAL, SAVE YOUR ENERGY FOR THE AUTHENTIC AND DROP THE REST

(será que é esse o segredo de tostines, do sucesso ou é assim que se ganha um reality show - "fazenda, record"- ...)

terça-feira, maio 12, 2009

terça-feira, abril 07, 2009

som

Pense em David Bowie encontrando "Boehmian Rhapsody", Godspell e Tron. Esses sao os nova- iorquinos "Apes & Androids" (gay, dramatico, technologico e masculino - uma performance).

http://www.youtube.com/watch?v=oM85Bw6sFn4



Dispersão – Consumo e Distração

“...Já não me convém o título de homem, meu novo nome é coisa. Eu sou a coisa, coisamente...”
“Eu, etiqueta", de Drummond.



A dispersão domina tempo e espaço das pessoas. Tempo dos que buscam o imediatismo com pouco esforço. Espaço invadido por produtos, em série, dispersos, na arte, na tv, no comércio e por toda parte.

A questão do “monumental” colide valores, une as pessoas ao tédio do repetitivo e dignifica a banalidade.

A reprodução repetida gera produtos e conteúdos adquiridos em razão da moda – a moda intui, mas ao mesmo tempo, institui expectativas – por pessoas que buscam formas fáceis e rápidas de satisfação e de status. Parece que não há mais tempo para se incomodar.

Cópias e autorias perdem significado, idéias custam pouco e são reproduzidas infinitamente.

Percebe-se, assim, um ambiente ideologicamente nulo, um realismo mecânico, manipulado e alheio à realidade. Além de certa ignorância da profundidade, em que dramas deixam de ser dramas, são apenas cool.

Resta uma geração do modernismo ardente, que vive em lençóis neutros. Arrepios de frustração e nostalgia onde o objetivo é apenas entreter.

(Há também diversas novidades, principalmente tecnológicas, repletas de novos formatos e possibilidades).

“Lençóis não amarrotados pela paixão, amarrotados apenas para marcar presença” Anésia Pacheco, exibição “Entre Lençóis” MAM 2002.

Há, ainda, a dispersão de variações que podem proporcionar valor estético e prazer. Mas não o original ou a essência. Desse modo, sente-se a necessidade de encontrar soluções que evoquem surpresa ou novidade num consumo esteticamente neutro, que pode produzir excelência ou banalidade.

Esse simulacro de experiência proporciona instantâneas consolações, projeções, identificações, sem a pretensão de oferecer um novo modelo que discuta qualquer coisa. Assim, vê-se um formato sedutor, mas de sedução dispersa – nem se percebe que está sendo seduzida. A produção de conteúdos e objetos é labiríntica, dispersa em diferentes formatos, indiferentes a critérios de valor.

O indispensável torna-se impossível.

quinta-feira, abril 02, 2009

2 amores

Morri (num orgasmo)

aceito

pra você não esquecer
dessa intensidade
sufocante
de paixão ansiedade agressão
inconstantes

você esqueceu gozei pra você.


Nasci (noutro)

uma proposta
- indescente -
um tal de rock
and roll

aquele que se baila
numa cama.

__

ondas de lençois
você eu
o colchão
nú.

segunda-feira, março 23, 2009

(SOBRE CACTOS)

Cactos

sua vida
seca
sem cuidado

improvável o horizonte

num deserto
um céu de areia

místico
simples

como roupa suja
pra lavar.

___


Sem Medo

Não quero mídia,
nem média

poesia
sem placebo
(como “Desplacebo “, de Augusto de Campos)

Quero ser
bela, áspera
e intratável
(como o “Cacto”, de Manuel Bandeira).

segunda-feira, março 16, 2009

Egon Schiele - excelentíssimo


O Abraço 1917

Kaleb (novo artista, possuidor de seu telento) foi quem me apresentou o pintor expressionista, Egon Schiele, segundo Kaleb, seu "pai".

mais sobre Egon Schiele

http://pt.wikipedia.org/wiki/Egon_shiele.

mais sobre Kaleb - http://www.flickr.com/photos/segundaordem/78936863/

quarta-feira, março 04, 2009

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Moeda

Numa página leio
a descoberta de um planeta

mais um planeta
em
mais uma galáxia
em
mais um universo
um planeta rodeia outro sol
Noutra página leio a manchete
ilusão monetária

moeda?
quanto vale?

ontem
soube
alguém se matou

num sistema solar?
não
(financeiro).


terça-feira, fevereiro 17, 2009

poems tríade

Grafiteiro

Pelos meu braços
ele vai subindo
seduzindo

com seu grafite
molhado
leve

uma mancha
preta

física
concreta para mente.


_ versão 2

Por braços
subir seduz

com grafite
leve molha

uma mancha
preta

física
concreta
para mente.

__

Vôo

Os astros mudam.

Nós também

Nuvem de Neptuno sobre meus pés,
ao acaso,
sinto.

__ versão 2


Astros mudam

Nós também

Nuvem de Netuno
sinto sob os pés

Ao acaso.

__


Cara

Me acomodo
nesta vida

me afogo
sem espaço

sem querer acordar

me desafogo.


Este amor
existe?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Dispersion - Institute of Contemporary Arts


Eleita uma das 5 melhores exposições pelo Guardian guide de Londres.

Artistas: Henrik Olesen, Hito Steyerl, Seth Price, Anne Collier, Hilary Lloyd, Maria Eichhorn and Mark Leckey.
(Pena que era até dia 1/02 e em Londres..)

Os 7 artistas internacionais apresentados trabalham com foto, vídeo e performances.
E, nesta exposição, exploraram a apropriação e circulação de imagens na sociedade contamporânea.
Dispersão foi o conceito usado para colocar em evidência assuntos, como, o produto por ele mesmo, alcançando a possibilidade de ser ilimitado (edições ilimitadas); a produção e reprodução da cultura e valores mostradas infinitamente, maleáveis, significando sua formação através de um fluído constante de conexões entre pontos - estrategicamente retrabalhados e renovados.

Os artistas assim demonstram a colisão de um sistema de valores causada pelo "over" de informações.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Olha o studio do cara!



Dufttunnel (2004), WolfsburgPhoto (c) Studio Olafur Eliasson

Concepts in space
The experimental art of Olafur Eliasson
"Studio Olafur Eliasson is an experimental laboratory located in Berlin. Led by renowned Danish-Icelandic artist Olafur Eliasson, it functions as an interdisciplinary space, generating fresh dialogues between art and its surroundings. "

"A specially designed white room is used to test optical effects and find out how our perception of objects changes when they are lit with varying shades of white light. Everywhere there are wooden crates for transporting artworks to galleries and museum spaces all over the world."
About the artist:Olafur Eliasson, born 1967 in Copenhagen, of Icelandic parentage, studied at The Royal Danish Academy of Fine Arts, Copenhagen, from 1989 to 1995. Early in his career he moved to Germany, establishing Studio Olafur Eliasson in Berlin. Internationally acclaimed, Eliasson lives and works in Copenhagen and Berlin

sexta-feira, janeiro 23, 2009

terça-feira, dezembro 23, 2008

ESTE BLOG TAMBE'M ENTROU EM FE'RIAS COLETIVAS - volto em 5/01!
Beijoss, 
e
queimem o que voces nao querem para o proximo ano.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

O que poderia ter sido e o que foi

O que poderia ter sido me faz chorar
num tempo em que de concreto
tem-se o ser consumido.

Raio fulgurante dirige um curso,
percurso dos astros.
Coincidências.

Se necessário é dizer,
abstração é pensar.

A eterna possibilidade
me corrói.

Estou cansada de uma certa atitude impregnada

A literatura anda impregnada de certo realismo subjetivo contemporâneo, que, além de carregar imaginação escassa – um mal que atinge o mundo em diversas áreas - concentra-se praticamente nos mesmos assuntos: sexo, drogas, violência, angústias, descontentamentos pessoais.

Nada mais choca num ambiente em que violencia é cotidiano. A imagem da criança atrelada a um revolver chega a ser comum. O saco de cola fica até como cena de segundo plano. A política não se divide mais em direita e esquerda. Heróis já morreram de overdose há mais de duas décadas. Ideologia é nostalgia. Enfim, o que está fora de padrões?

Tecnologia? Esta é a inovação do mundo atual, talvez uma das raras coisas que mude parte de nossos padrões. Distâncias passam a ser insignificantes; possibilidades, infinitas; conexão, uma exigência. Uma evolução fenomenal que, ao mesmo tempo, aproxima e afasta as pessoas, prende-as em si, em seus mundinhos. Um movimento paradoxo. Por uma lado, o ganho de formas de contato, por outro, a perda do contato real. E por estranho que pareca, com os que estao mais perto, vizinhos, familia. Um individualismo valorizado e desconectado.

Já ouvi de autores de hoje: “Escrevo porque preciso”. Precisa?
Do que nós precisamos realmente hoje?

Os valores e necessidades estão conturbados, confundidos pelo mercado, pela tecnologia, pela mídia, pelo não parar, não pensar, pela falta de genuinidade, por uma velocidade que anda fazendo com que até a Terra gire mais rápido em volta de seu eixo. Eixo: é com esta conexão que precisamos nos preocupar. Acho que escrever não é sobreviver. Para começo de história, precisamos de ar, água e comida.

Prefiro os que escrevem porque a vida é um romance. Parece que estes, ao menos, sentem algum desconforto; seguem o fluxo oposto da maré, ou possuem algo íntegro como a dedicação a um projeto. Uma ambição maior que o próprio umbigo.

Ficaria mais preenchida com autores menos gentis, ou, quem sabe, cansados de mentir para conviver. As pessoas, ultimamente, não têm mais tempo para se incomodar.

Já gosto quando encontro algum tipo de percepção sutil.

terça-feira, novembro 25, 2008

VIDEO YOUTUBE - Pink Floyd - Dark Side of the Rainbow 1

Saco! Nao consegui colocar o vídeo bonitinho.
Mas clique no título do post para ver o vídeo.
A lenda é que o cd do Pink Floyd, "Dark Side of the Moon", se encaixa como trilha perfeitamente no filme Mágico de OZ. Quem quiser experimentar dá o "Play" junto: filme e cd.
Se lenda, ou não, fico bom demais! Dispensa mais comentárioss.

segunda-feira, novembro 24, 2008

ETANOL

E os advogados
bebem, bebem, bebem

bebem álcool
em vez de café

sem cafeína
sem graça

mas ainda
ricos
Tempo
(versão 2)

Estamos onde estamos
sem pressa
para um próximo
momento.
Pressa
nem mesmo
para próxima inspiração
...
agora, agora, agora
paramos neste instante
*

Tempo

sem expectativas
tempo
somos essência
tempo
somos
tempo

se tempo tem vida
tem?
tempo

sempre
mais
tempo

segunda-feira, novembro 10, 2008

Converse


Galeria de Marcel Yunes
Esse é do Julio, quero o meu!


Degredo

Se fosse outro dia

Se fosse paixão
Amor
Se fosse palavra
Literatura
Se fosse arte
Filosofia

Se alma tivesse razão

Mas é hoje

Paixão narcisa, desconexa
desamor

Palavra vazia
Faz literatura
Ficção

Arte insaciável
Filosofia vaga

Farsa absoluta.



Frustração

Se fosse outro dia

Beberia até o pó
Beijaria o espelho

Mas hoje
Padeço

Engulo angústia.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Cenas em Sensação

Gozo

Fruto desfruto
uso

Músculos aerados
Poros



Saliva

Língua entre os dentes
Dentes entre a pele

De leve, morde-se
a expiração

sem desperdício.



Aceitação
Transito,
Sede e tristeza

Chorando
Grito

Tremo

Dispo-me
Entrego-me
Ao que sou.



Enxague

Absorvida
Me dou
de energia
esgot…


__

É
Óbvio
O vazio

Uma
Palavra

É e não é

É apenas…


Exercício AIC - Academia Internacional de Cinema
de Rodrigo Patronio
Tema: Éden, Deserto, Síntese
Sentido
se palavra contasse sensação 



quarta-feira, outubro 15, 2008

Ao Butra

Cartola branca, charuto e o samba
do criolo doido
foram o bastante
para farra inesqueçivel -
gosto?

segunda-feira, outubro 13, 2008

Foto Leka Mendes - www.flickr.com/photos/lekamendes


Sobreposição
(imagem)

Sobreposições, camadas, sub-imagens.
O que se vê, o que se quer ver,
o que se é, o que se quer ser.
Colocar-se sobre, esconder-se.
O que é escondido é revelado.
A possibilidade de transportar-se,
de deslocar-se no tempo e espaço.

A imobilidade móvel.

segunda-feira, outubro 06, 2008

O livro pela capa

O livro pela capa,
objetos mercadorias,
pessoas pelo que consomem.

É mais que sabido, até redundante dizer, que a superficialidade anda bastante presente em uma série de aspectos do mundo atual.

Numa sociedade snack culture, em que reina o picado- um pedaço do livro um trecho da música, uma rápida refeição (lanche) –, em que a internet é o meio, o canal de absorção, pode-se dizer que pega-se superficialmente, não se vive realmente um raciocínio por inteiro, nem o conteúdo pelo conteúdo

Talvez pessoas nem saibam qual é o conteúdo que, originalmente, interesse a si próprio. Existe uma gana pelo ser desejado pela sociedade, sem se importarem com a origem ou o conteúdo real. Andy Warhol, por exemplo, com seu conceito dos 15 minutos de fama liga-se totalmente com os realities shows, estouros de sucesso de nossa época. Uma fama completamente efêmera, liderada pelo simples expor-se para massa. Fica fácil escolher algo de sucesso, mesmo que esse sucesso não lhes pertença, não lhes diga algo.

Quem sabe, seja essa a causa do provinciano - algo não produto da massa, o tradicional, genuíno...- ainda ser valorizado, e desejado como escape. Um entretenimento evasivo que impede o questionar ou a profundidade.

Claro que o valor, em termos de conteúdo para si, somente o ser subjetivo, interior, sem interferência externa, é algo fora da realidade, algo inatingível. Afinal, não há o ser sem influência do externo.

Assim, a banalização é quase natural; a não internalizarão é automática. E o desejo pelo conteúdo, apenas pelo conteúdo, sem a capa, torna-se extinto, pela não centralização do ser. A originalidade verdadeira, não pela palavra original (conceito vendável por sua escassez), mas por se tratar da essência, é algo raro de se encontrar.

terça-feira, setembro 30, 2008

Sentido

Viagem
não se guarda

Foto
não expressa momento

História
não conta o ocorrido

ou a Palavra,
a Sensação.

Gozei.
___
Se palavra
contasse
sensação
gozei

segunda-feira, setembro 29, 2008

terça-feira, setembro 23, 2008

Livro de Viagem

Texto para o sarau da Escola Internacional de Cinema - tema: Livro de Viagem.


O livro de viagem não existe.

As fotos não representam o momento
A palavra não expressa a sensação.

A história não diz o ocorrido
ou
O livro, a viagem.

A ilusão é da realidade
o que
O raio é do sol.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Dedicatória

Pro meu futuro caso,
com um beijo,
M.
ps. arranca esta folha.



Eu quis escrever este microconto em algum lugar da rede. Já que o prazo do concurso microcontos do twitter era até sábado.
Blog tá aí pra isso..o dono tem toda liberdade de escrever o que quiser, qdo quiser e ainda pode se lamenta pros outros..

sexta-feira, setembro 19, 2008

Duas Pretensões

A diferença entre o escritor e o publicitário?
É a essência da pretensão. Os escritor escreve porque precisa, pura pretensão do espírito.
O publicitário escreve tiradas vendáveis. Pretensão mercadologica.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Beleza Americana


"A sereiazinha muito triste pegou o punhal, foi até o quarto do príncipe e vendo-o dormindo tranqüilo ao lado da sua esposa, saiu correndo dali. A sereiazinha tinha um coração bom, e seu amor era verdadeiro, não poderia jamais matar o seu amado. Sendo assim, ela se dirigiu ao convés do navio, já estava amanhecendo. A sereiazinha, então, atirou-se no mar, no mesmo instante o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, e assim o feitiço se realizou, a Pequena Sereia virou espuma branca do mar".


A pequena seria do conto de Andersen morre no final.

A da Disney casa com o príncipe.


sexta-feira, setembro 12, 2008

"Obscenidades de uma dona de casa", de Inacio de Loyola Brandao

Baixaria com conteudo


O que faz a baixaria ser considerada baixaria e' a forma da linguagem e quem a julga. A baixaria pode estar em meio a uma obra de conteudo.


Qualquer conceito tratado de forma genial, pode servir como porta para muitos outros. Principalmente, aqueles que dizem respeito as pessoas, sentimentos, enfim, tudo que forma o ser-humano. No caso, a baixaria abstraida, pode ser intimidade.


E' de se respeitar e admirar Inacio de Loyola Brandao. Afinal, escrever obscenidades com um conteudo litarario destes!


- Leia o conto abaixo:
"Oscenidades de uma dona de casa", de Inacio de Loyola Brandao.
www.releituras.com/ilbrandao_obscenidades.asp

terça-feira, setembro 09, 2008

Pra quem não entende gato

"Ele fixara em Deus
aquele olhar de
esmeralda diluída, uma
leve poeira de ouro no
fundo. E não obedeceria
porque gato não
obedece. Às vezes,
quando a ordem
coinide com sua
vontade, ele atende mas
sem a instintiva
humildade do cachorro,
o gato não é humilde,
traz viva a memória
da sua liberdade sem
coleira. Despreza o
poder porque despreza
a servidão. Nem servo
de Deus. Nem servo
do Diabo".
TELLES, Lygia F. - A Disciplina do Amor
http://www.mariajoaquina.org/

segunda-feira, setembro 08, 2008

Insustentável como Leveza do Ser

Pode?

Ou como pode?

Ser

insustentável leveza do ser,

ser

simples, brilhante

como morte

Oasis for people who doesn't like water

VEJA O VÏDEO "Cactus Kid", antes de ler o texto:
http://www.runcactuskidrun.com/

Pretensão incentivar a idéia de não beber água. Num mundo onde o orgânico é, cada vez mais, escasso.

Àgua, desnecessário citar suas importâncias, será redundante repetir tudo que já ouviram sobre o elemento água. Desde saúde, aquecimento global, ciência a exotorismo, o papel da água é inquestionável.

Porém a história do "Cactus Kid" é boa, não porque tenha certa recaída por cactus (planta forte, sem muita água, sem muito cuidado, ela apenas sobrevive), a campanha é criativa.

Tudo pela arte? Tudo pela mercadoria? Enfim, no caso, não importa de quem é a história, se foi roubada, re-contada, re-inventada ou não muito ética.

A história vale desde que alguém acredite, desde que entretenha.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Mais um café

O corpo estremece por dentro,
(de jeito que ninguém perceba)

as costas e seus nós,
um sonho a desatar;

olhos ardem;
a cabeça vacua.

Mais um café
(para cafeína nas veias).

terça-feira, setembro 02, 2008

Escrevo pelo surto

Escrevo pelo surto de não ser
coerente, sociável, saudável,
equilibrada, útil.

Colagem - Pretexto Contexto Texto

O autor é ator
inútil
não é protagonista
da ficção nem da vida
"a vida não é a vida.
É sempre pretexto.
É sempre contexto.
É sempre texto" JP Coutinho.

segunda-feira, setembro 01, 2008

UMA

Os blogs nasceram no boom da net, num universo complexo que ainda nao parou e nem tem previsao de parada. Uma realidade veloz e multi-tudo: multi-opcoes, multi-canais, multi-midia, multi-espaços. A qual apesar do multi é UMA. UM grande alguma coisa, é o que a net está se tornando.

OFF=ON Cada vez mais o mundo offline (mundo real, espaço físico ou átomo arena) está se ajustando e se espelhando no extenso e dominante mundo online, do tom de voz aos produtos desenvolvidos, aos processos de negócios e a relação com consumidor.


O blog, nova mídia, que vem se construindo na web. Influenciada por uma avalanche de consumidores geradores de conteúdo.

Um novo jornalismo apimentado, transparência de opiniões pessoais?
Vale a pena prestar atenção em nós blogueirosss?

VEJA O VÍDEO
Kevin Kelly: Predicting the next 5,000 days of the web
http://www.youtube.com/watch?v=yDYCf4ONh5M

quinta-feira, agosto 28, 2008

Quatro Estações

Quatro estações
Quatro cantos
Quatro paredes

Nova, crescente, minguante, cheia
Estonteante
De quatro

Quanto ao
Quarto

Onde?



(este poema foi criado para o sarau, cujo tema era "quatro estações", da AIC - Academia Internacional de Cinema . Sarau que eu não fui. Droga! São Paulo suga a gente, precisei de uma noite de descanso).

terça-feira, agosto 26, 2008

Vauxhall - design e estilo

Vauxhall vêm alimentando e patrocinando talentos criativos através deste projeto fino e bem concebido, o qual reflete o compromisso da marca com estilo e design.

Dá uma olhada no site:

http://www.vauxhallcollective.co.uk/site/

segunda-feira, agosto 25, 2008

Uma mulher, 25 anos, Kika.

Uma mulher, 25 anos, Kika. Apesar de sua imagem “mulher fetiche”, sente-se ora angustiada, ora dissimulada, isto é, incomodada com a vida. Por, apenas, viver? Eh, viver numa fatia da sociedade rodiada por programas, pessoas, conteúdos, superficiais; em que comportamentos e consumo são ditados e adotados como uma síndrome do “é inaceitável ficar de fora” ou “o importante é se divertir”. Enfim, uma diversão evasiva que parece entreter Kika e seu meio social.

Kika freqüenta lugares interessantes, - restaurantes, bares, festas e até exposições de bons artistas - rotulados por alguns de cool,. Mas, mesmo sempre ocupada e requisitada, convive com uma incrível falta de preenchimento interno. Repara que ao seu redor - ambiente, amigas, namorados e exs, há pouca verdade, muita ostentação, fora certa, pretensão disfarçada de despretensão, como chique-despojado. É nesse contexto que Kika vive episódios em que sofre, apronta; usa o divertimento como saída para lidar com o mundo.

Certo dia, entediada, - um tédio misturado com vontade de fazer algo não fútil. Kika vai fumar um cigarro na varanda. Ela adora fazer isso. É um de seus únicos momentos em que não pensa em nada que seja obrigada (como pano de fundo toca um house-music, cujo vocal canta “Everybody is free in the new day coming freedom for all is a destine”).


Narro o livro de Kika (aspectos de sua vida: traição, disciplina, inquietações, arrogância, mentirinhas e excessos). Fatos que sufocam a identidade de Kika e de pessoas de seu mundinho.

Kika enjoy.

Storyline Kika

para encontro Marcelo C. Cunha

(Criação Literária - Academia Internacional de Cinema)

Joselito em vida promissora

Barro jorrado no pára-brisa sem limpador, foi a visão de Joselito na hora do acidente.
Joselito, 23 anos, 5h am, ponto de ônibus, São Paulo.
Hoje é seu primeiro dia de trabalho, motivo de orgulho para família Alagoana. A mãe, dona Dulce, vive dizendo às vizinhas - Joselito tá bonito, comprô uma camisa pra trabalha. Eu nem reconheci meu filhinho. Achei que ele era o moço do banco Itaú, imagina só! Ele disse que no final do mês vai da pra manda um dinheirinho pra nóis. Lá é tudo caro, ele vai ganhar bem, viu! Ah, e parece que ele tá se engraçando com uma menina de lá. Falei pra ele tomar cuidado que essas meninas de São Paulo, de boba só a cara.
Dez reais, para condução; celular pré-pago e um porta documentos, novinho, de couro sintético, a ser preenchido com a carteira de trabalho assinada. Com ar de menino recém virado homem, está pronto para enfrentar seu dia: novas pessoas, trabalho, rotina e cidade.
Um Ômega preto, modelo 2008, aproxima-se. Não se vê o motorista, mas dá para perceber nele certa arrogância, coberta pelo vidro fumê blindado, que não abre nem uma frestinha: medo de assalto. O motorista não faz questão de interagir com o lado de fora do carro, do mundo. De repente, um susto daqueles em que se perde a voz: o carro, em alta velocidade, perde a direção. Um buraco o joga para a direita e Joselito, cumprindo seu papel de pedestre, espera sua condução, ao lado direito, embaixo do ponto. Impotente na situação, o garoto cai, de nuca na guia, impactado pela surpresa que a vida numa grande cidade lhe traz. A aglomeração de pessoas, nada coerente num centro urbano, -pólo econômico, onde pessoas praticamente sobrevivem, buscando status.
A essa hora não há ninguém na rua e o carro foge. A única pessoa nos arredores é seu Nelson, dono da padaria, que abre às 5h15am. Seu Nelson vê sangue no asfalto; corre para ver o que aconteceu com aquela pessoa, caída no outro lado da rua. Seu Nelson abre o porta documentos: vazio, apenas dez reais e um celular. Pega o aparelho e liga para a emergência 190. Escuta a gravação “você não tem crédito suficiente para efetuar essa chamada”, desesperado tenta “Jacira”, “mãe”, “tia Cleide”, nomes encontrados na agenda, nada. O celular toca, a ligação cai. Sem crédito suficiente. Basta esperar para que a pessoa ligue de novo, equanto, corre para padaria e chama a ambulância.
A cidade vai acordando e se movimentando; a luz do sol não mais focada, agora estourada. A rua enche-se de carros, os pontos de ônibus de pessoas, em volta de Joselito uma roda de curiosos. Alguns tentam acalmar seu Nelson, nervoso com a demora da ambulância. Escuta-se a sirene ao fundo, sua luz vermelha é vista embaçada pela poluição, da hora do rush.
Storyline - o personagem:
Ele (a) classe C,
acaba de descobrir algo que redefine sua vida,
tem um celular sem crédito.
Exercício para o encontro com Marcelo C. Cunha
(Criação Literária - Academia Internacional de Cinema)

segunda-feira, agosto 18, 2008

Aliteração do Amor

Amor

Sem significado
Sexo

Sem saudade
Tédio

Sem sonho
Ilusão

Sem tesão
Rotina

Sem resposta
Solidão

Sem paixão
Poeira

Sem desejo
Indiferença

Simples
Sem verbo

Amor

quarta-feira, agosto 13, 2008

Uma recente história da escrita e do desenho

Em cartaz até dia 31 de agosto no ICA - Institute of Conteporary Art, London.




A recente história da escrita e desenho é uma exibição que explora a envolvente relação entre tecnologias, comunicação e seus usuários.

O projeto é programado pelo designer Jürg Lehni, pelo design gráfico Alex Rich e pela curadora, design historian, Emily King. Envolvendo uma variedade de técnicas interativas e não interativas de escrita e desenho.

O destaque da exposição é Viktor uma grande máquina de desenhar nas paredes, controlada por uma versão adaptada de um software de design, e feita por uma pequena indústria de motores

Às quintas-feiras, a tarde a galeria recebe palestrantes (designers, artístas e músicos) que são conhecidos por usarem tecnologias de modo considerávelmente ortodoxo.

Durante o evento, Viktor irá assinar o acompanhamento do material na parede da galeria, mudando a imagem que usurá, na próxima semana.

terça-feira, agosto 12, 2008

Poesia nas paredes, manifestação sem pudor

Poesia nas paredes, decoração? Para alguns sim, para outros uma forma de expressão, chamar a atenção de quem quer que passe. Escancarar sentimentos ao público, induzindo a pessoa alheia ao pensar.


Tinta, pulseiras do Bonfim e texto são os três elementos que compõe o quadro.
Texto que está escirto na obra:

“A vida endurece a gente e nos momentos de aflição esquecemos que é feita de amor e sem ter onde buscar forças... mas nos detalhes se escondem belezas o vazio transformam em tristeza...matriz da poesia a poesia que junto a vira boemia vira alegria! E é esta que com sinceridade acaba-se por transformar-se em realidade...viva a boemia” Paulo 2008

Mesa Dry Bar (Al. Tiete com Padre
João Manuel, Jardins, São Paulo)


No banheiro pode-se ler trechos de cartas que Di Cavalcanti escrevia à suas amantes:
“carta de + - e confio na sinceridade de suas palavras quero dizer que sua carta anterior foi um desabafo porque não sei bem explicar a razão de certas desconfianças suas em relação a amizade coloca-se em plano separado porque ela é mãe de Elisabeth.”
“sempre digo o quanto você me faz bem como mulher e como amiga não quero procurar outras aventuras novas.” Cartas de Di Cavalcanti.
Banheiro Di Bistro - Rua Jacurici 27, São Paulo



“Apaguem a miséria e não o grafite”
Mundano
(grafiteiro, em São Paulo).


Warhol já previu os "15 minutos de fama", milhões de indivíduos cravando a imortalidade, ou ao menos, alguma atenção pública. É aí que o grafite se encontra com a vaidade, com o intuito de aparecer, neste caso em forma de protesto, para a massa.




“O homem é menos ele quando fala (da) na (em) sua própria pessoa.
Dê-lhe uma máscara, e ele dirá a verdade” Oscar Wilde

“Para enxergar com clareza basta mudar a direção do olhar” Saint-Exupéry

Casa de meus amigos Marcos e Roberto Vietre São Paulo.

“Escrevo porque preciso. Melhor, vivo porque escrevo”
Personagem Camila Lopes, em “Nome próprio”, filme de Murilo Salles.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Toyota conquistando espaço digital


Apoida no bem formulado e paradoxal conceito: "Unidos pela Individualidade" a campanha do Scion, Toyota aumenta suas vendas em 8%, enfatizando o efeito em se construir uma comunidade da marca.

Fóruns, web-sites foram criados para jovens se conectarem e participarem de uma discussão tech-literate (palavras-technológicas) sobre tudo, desde design até econômia de gasolina. (O grafiteiro Eaton Tristan foi um dos recrutados para dar sua palavra).




quarta-feira, agosto 06, 2008

Grafite em London Grafite em São Paulo

LONDON
CY TWOBLY
19 de junho a 14 de setembro 2008

Supported by the Cy Twombly Exhibition Supporters Group,
Tate International Council, the American Patrons of Tate
and the Horace W. Goldsmith Foundation.


Tate Modern London - http://www.tate.org.uk/modern/ é o primeiro museu público de grande porte
que expõe a arte do grafite.
Dentre os 10 grafiteiros escolhidos dois são do Brasil, (Nunca e os Gêmeos).

Como diz a revista da Folha em reportagem sobre o grafite
“grafiteiros grafitam como jogam bola”.

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SÃO PAULO
FILE apresenta pela primeira vez no Brasil, em São Paulo, o Eletronic Graffiti by Graffiti Research Lab (de 05 a 08 de Agosto).
Aqueles que seguem a evolução do grafite sabiam que em alguma hora a technologia iria invadir a área e permitir caminhos préviamente impossíveis de grafitar prédios e outras construções.

BIOGRAPHYGrup o nova-iorquino pioneiro na invenção de técnicas que desafiam as dimensões da arquitetura urbana.

ABSTRACTO L.A.S.E.R. Tag é uma caneta de laser com a qual você pode grafitar prédios inteiros, com ajuda de um projetor de grande escala. Qualquer pessoa pode criar frases e desenhos com este instrumento, que já passou por construções como a ponte do Brooklyn, o Coliseu e museus e galerias como a TATE em Londres e MoMA em Nova Iorque.
www.file.org.br



terça-feira, agosto 05, 2008

Banksy e Identidade Artística

Banksy é um dos grafiteiros de maior reputação internacional. Nascido na Inglaterra, é possível encontrar seus stencils em vários locais da cidade de Londres, seguem alguns endereços para quem quiser fazer um programa turístico diferente na cidade:

- Post code EC2A 3JZ – Map/reference TQ 33057 82557 (no econtro de Old street com Great Eastern street)
- Post code N1 7LP - Map/reference TQ 32551 82807 (ao lado de for a do Fifteen Restaurant, de Jamie Oliver)
- Post code EC2A 3BS – Map/reference TQ 33249 82500 (ao lado do “The Elbow Room”, Pool Lounge & Bar)
- No quintal do Cargo, club descolado e famoso do bairro de CandemTown, norte de Londres. A casa apoiou Banksy desde o início de sua carreira.
- Post code SE1 7JA – Map/reference TQ 30594 79812 (na ponte de granito, em Southpark, perto da London Eye).


Sua obra é carregada de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de
autoridade e poder. Normalmente, faz críticas sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade. Em seu site é dita a seguinte frase: I am unable to comment on who may or may not be Banksy, but anyone described as being “good at drawing” doesn’t sound like Banksy to me – www.banksy.co.uk - o que se parece típico de sua personalidade. Seu rosto não é conhecido por ninguém.






Dead Language. Image: Simon Houghton – (ICA Institute of contemporary arts, London)



Esta é uma montagem de réplicas, conduzida por um clone de Banksy, cujo dna ainda não foi encontrado nem numa lata de spray. Rascunhos de Tracey Emins e para complementar meia dúzia de Andy Warhols, expressando um futuro onde todas as formas de arte são livres, perfeitas réplicas sao criadas, cópias e autorias perdem significado, idéias custam pouco e são reproduzidas infinitamente. Artistas perceberam que sua própria identidade é uma das únicas coisas que ainda conseguem controlar. Então, fãs se tornam clones de artistas com a condição de distribuir sua arte/identidade.

“Should the artist actually create the work, or does his idea or description of it suffice?What is the relationship between original and reproduction, individual and crowd, art and commerce?” Andy Warhol