terça-feira, abril 26, 2011

aliteração, apenas

Amor

Sem significado
Sexo

Sem saudade
Tédio

Sem sonho
Ilusão

Sem tesão
Rotina

Sem resposta
Solidão

Sem paixão
Poeira

Sem desejo
Indiferença

Simples
Sem verbo

Amor

sexta-feira, abril 15, 2011

looking for:

character of novels that would never be written,
posts for a blog that didn't exist,
letters to people who would never read them.

quarta-feira, março 30, 2011


Pra quem não entende gato
"Ele fixara em Deus

aquele olhar de

esmeralda diluída, uma

leve poeira de ouro no

fundo. E não obedeceria

porque gato não

obedece. Às vezes,

quando a ordem

coincide com sua

vontade, ele atende mas

sem a instintiva

humildade do cachorro,

o gato não é humilde,

traz viva a memória

da sua liberdade sem

coleira. Despreza o

poder porque despreza

a servidão. Nem servo

de Deus. Nem servo

do Diabo".

TELLES, Lygia F. - A Disciplina do Amor

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

                                                          
                                                            "da minha janela"

                                                        
                                                                    "da janela dele"

quinta-feira, dezembro 23, 2010

(primero segundo e terceiros)

primeiro segundo
            
              quem sabe no

segundo segundo
e no terceiro?
terceiros... 
já não há mais tempo para morte da bizerra,
que tal, pensar no clone da ovelha?

segunda-feira, dezembro 06, 2010

segunda-feira, novembro 08, 2010

impressão digital



                                                         


            
                                                                       (fotografia publicada no livro "Mundo Mundano", vol. 2 -    

         http://www.prologoloja.com.br/catalogsearch/result/?q=mundo+mundano&x=0&y=0)

quinta-feira, setembro 09, 2010

estou cansada de uma certa atitude impregnada

A imaginação escassa e um certo realismo subjetivo andam impregnando a literatura - não só a literatura, mas diversas áreas - assuntos concentram-se praticamente em: sexo, droga, violência, angústia, descontentamento pessoal.

Prefiro os que escrevem porque a vida é um romance. Parece que estes, ao menos, sentem algum desconforto; seguem o fluxo oposto da maré, ou possuem algo íntegro como a dedicação a um projeto. Uma ambição maior que o próprio umbigo.

Nada mais choca num ambiente em que violência é o cotidiano. A imagem da criança atrelada a um revólver chega a ser comum. O saco de cola fica até como cena de segundo plano. A política não se divide mais em direita e esquerda. Heróis já morreram de overdose há mais de duas décadas. Ideologia é nostalgia. Enfim, o que está fora dos padrões?

Tecnologia? Talvez uma das raras coisas que mude parte de nossas rotinas. Distâncias passam a ser insignificantes; possibilidades, infinitas; conexão, uma exigência. Uma evolução fenomenal que, ao mesmo tempo, aproxima e afasta as pessoas, prende-as em si mesmas, em seus mundinhos. Um movimento paradoxal. Por um lado, o ganho de formas de contato, por outro, perda do contato real. E por estranho que pareça, contato com os que estão mais perto: vizinhos, família. Um individualismo valorizado e desconectado.

Já ouvi de autores de hoje: “Escrevo porque preciso”. Precisa?
Do que nós precisamos realmente hoje?

Os valores e necessidades estão conturbados, confundidos pelo mercado, pela mídia, pelo não parar, não pensar; pela falta de genuinidade, por uma velocidade que anda fazendo com que até a Terra gire mais rápido em volta de seu eixo. Eixo: é com esta conexão que precisamos nos preocupar. Acho que escrever não é sobreviver. Para começo de história, precisamos de ar, água e comida.

sexta-feira, agosto 20, 2010

quinta-feira, agosto 05, 2010

quando viu a vida passou...
(ela comeu, bebeu, comprou)
o corpo esfarela, enquanto as compras são  dadas.

quinta-feira, julho 29, 2010